Rua da Carioca inicia obras para receber primeiro polo cervejeiro do Rio

Projeto busca resgatar o charme da região, que por décadas foi referência em comércio especializado e na vida noturna carioca

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou, neste sábado (16), o início das obras de reurbanização da Rua da Carioca, no Centro, em continuidade ao processo de transformação urbana do endereço na Reviver Rua da Cerveja. Trata-se do primeiro polo cervejeiro da cidade e novo ponto turístico de lazer, cultura e gastronomia.

Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, a intervenção vai transformar o espaço público com melhorias que ampliam o conforto, a segurança e a atratividade para quem circula ou empreende no local.

“Agora, vamos iniciar as obras de requalificação do espaço público, das ruas, da calçada. Vamos tornar ainda mais agradável esse lugar. Vai ter um calçamento diferenciado, um ambiente mais agradável para o pedestre. Acho que a experiência de revitalização do Centro do Rio já está inspirando várias outras cidades do Brasil, principalmente, as capitais”, disse o prefeito.

Com projeto elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento, as obras terão duração de um ano e serão executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura. Elas incluem recuperação da drenagem e pavimentação, além de melhorias na acessibilidade. Mais de 7,5 mil metros quadrados de área pública serão recuperados por meio dessas ações. O valor do projeto está estimado em R$ 2,9 milhões.

Rua da Cerveja

O projeto, que recebeu o nome de Rua da Cerveja, busca resgatar o charme e a vocação original da Rua da Carioca, que por décadas foi referência em comércio especializado e na vida noturna carioca. A nova ambientação já vem impulsionando negócios ligados à cerveja, à gastronomia e à cultura, em harmonia com a preservação do patrimônio histórico.

Ao todo, nove cervejarias assinaram com a Prefeitura do Rio, e cinco já estão abertas. São elas: Vírus Bier (número 55), Martelo Pagão e Piedade Cervejaria (números 76-74), além de Tio Ruy e Búzios (números 17-15) que abriram sob o nome Cotovelo, numa parceria dos donos com o empresário Raphael Vidal.

“A gente precisa entender que a história desse local é o grande potencial que nós temos para trazer de novo o encanto das pessoas pelo Centro da cidade. Está tudo aqui desde sempre. A gente só precisa contar de novo o que esse lugar sempre foi”, disse Raphael Vidal, sócio-proprietário da choperia Cotovelo.
“Esse polo cervejeiro aqui no Centro do Rio de Janeiro tem a importância de gerar de volta os empregos da Rua da Carioca”, completou Luiz Oliveira, dono da Cervejaria Vírus Bier.
Subsídios financeiros aos empresários
Para impulsionar a Rua da Cerveja, a prefeitura concedeu subsídios financeiros aos empresários que vão de R$ 1 mil por metro quadrado para reformas, e de R$ 75 por metro quadrado mensais para despesas, com um teto para imóveis de até 200 metros quadrados. Os repasses mensais terão duração de 30 meses. Com essa estratégia, a expectativa é que a Rua da Cerveja movimente R$ 222 milhões em quatro anos, gere uma massa salarial de R$ 41,8 milhões e crie cerca de 500 novos empregos, diretos e indiretos.

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