Incêndio destrói imóveis no Sampaio; dono de ferro-velho teria iniciado o fogo
Um incêndio de grandes proporções destruiu diversas casa no início da tarde desta quinta-feira (3), no Sampaio, Zona Norte. De acordo com agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), que realizavam operação de fiscalização em um ferro-velho no conjunto, o responsável pelo estabelecimento, após ser levado à 25ª DP (Engenho Novo) por ter peças de veículos sem comprovação de procedência, voltou ao local, após ser liberado por falta de comprovação de irregularidades, e ameaçou a equipe com um galão de gasolina.
Logo em seguida, um incêndio começou na parte de trás do ferro-velho, que operava de forma clandestina e que já havia sido interditado pela secretaria em 2024. O indivíduo fugiu pelos fundos.
Lucas Fernandes, um dos moradores que perdeu todos os pertences por causa das chamas, contou o que soube ter sido a causa do incêndio, que ainda será apurada pela Polícia Civil: “Tacaram (sic) fogo ali atrás, que pegou em um carro em um ferro-velho antigo e veio queimando tudo, inclusive a minha casa e a dos vizinhos”.
Fogo controlado
De acordo com o Corpo de Bombeiros, equipes foram acionadas às 12h15 para combater as chamas. Por volta de 15h30, a corporação informou que a ação estava na fase de rescaldo após o fogo ter sido controlado às 14h48. Não há registro de vítimas.
O incidente aconteceu na Rua Ana Neri, que precisou ser interditada na altura da Rua Paim Pamplona, no sentido Engenho Novo. O conjunto de imóveis, que inclui o ferro-velho, fica próximo ao Viaduto Engenheiro Armando Coelho de Freitas, conhecido como Viaduto do Jacaré.
Bombeiros dos quarteis de São Cristóvão, Méier e Benfica participaram do combate às chamas, que geraram uma densa camada de fumaça e tomaram as residências mais próximas, como a de Lucas: “Perdi a casa e tudo o que tinha dentro: documentos, geladeira, cama, fogão, sofá…”, listou o morador.
Marcio Luiz da Silva, que tem no conjunto um comércio de venda de hambúrgueres em sociedade com o primo Lucas, lamentou a perda também do negócio: “Somos primos e nos reunimos para trabalhar. Perdemos todos os recursos que tínhamos: freezer, geladeira, máquinas… Vamos começar tudo de novo. A gente só não sabe ainda se vai dar para restaurar ou terá que ser demolido, porque o calor do fogo abalou as estruturas”.