‘Esperamos que o Brasil influencie Maduro para permitir eleições livres’, diz subsecretária de Estado dos EUA

Os Estados Unidos acreditam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter um papel fundamental para convencer o venezuelano Nicolás Maduro a realizar eleições livres e transparentes em seu país. Lula também é visto como uma saída para que o ditador Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, adote uma política de respeito aos direitos humanos e liberte os padres que estão nas prisões nicaraguenses, por não concordarem com seu governo.

Essa é a avaliação da subsecretária para Assuntos Políticos do Departamento de Estado dos EUA, Victoria Nuland, que falou com o GLOBO após passar a quinta-feira em reuniões com autoridades em Brasília, como o assessor para assuntos internacionais do Palácio do Planalto, Celso Amorim, e a secretária-geral do Itamaraty, Maria Laura Rocha.

Na entrevista, Nuland, uma das principais autoridades da diplomacia americana, também afirma que o Brasil pode ajudar na mediação de um acordo para o fim da guerra na Ucrânia e reforça o apoio do governo americano à democracia brasileira.

Como foi a sua reunião com Celso Amorim?

Eu diria que tivemos um dia muito bom. Nós realmente já fazemos tanto juntos, mas queremos fazer ainda mais. E, particularmente, trabalhamos juntos de perto em nível regional, mas queremos fazer mais no cenário global. E acho que o presidente Lula quer fazer o mesmo. Eu trato de Assuntos Políticos, então posso cobrir o que estamos a fazer sobre o Haiti e Venezuela, mas também falar sobre esforços para parar a guerra da Rússia contra a Ucrânia, China, todos esses assuntos. Queria ouvir um pouco sobre o que o Brasil está pensando. Vamos ter a primeira cúpula do Brics em algum tempo. Além do que fazemos em relação ao clima, G20.

Sobre a Venezuela, o presidente Lula participou, junto com líderes de outros países, de uma reunião com membros do governo e da oposição da Venezuela. A senhora considera que há possibilidade de avanço?

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