Epidemia de dengue faz preço do repelente variar até 176%, e Procon faz operação contra abusos

Agentes do Procon-RJ estão em alerta sobre a grande variação no preço de repelentes contra mosquitos no Rio de Janeiro. Diante da epidemia de Dengue no estado, os preços dispararam, com uma variação superior a 176%, no municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá, todos da Região Metropolitana.

Nesta quinta-feira (28), fiscais do Procon-RJ fizeram uma fiscalização em farmácias nas zonas Norte, Sul e Oeste. Na barra da Tijuca, o órgão observou uma diferença de 27% no preço do mesmo produto em dois comércios vizinhos.

“A diferença do mesmo produto na mesma calçada. É uma farmácia ao lado da outra e teve uma diferença de 27%, mais ou menos uns R$ 10 reais”, explicou a diretora da fiscalização, Elisa Freitas.

70% de variação na capital

Na capital do estado, a pesquisa de preço do Procon-RJ encontrou uma variação de 70,6% na diferença de preço entre os produtos. Na Baixada Fluminense, a diferença chegou a 82%, com preços de repelentes variando entre R$ 39,90 e R$ 72,90.

“Ainda não podemos dizer que isso configura abuso, mas acende um sinal de alerta. (…) Quando a gente verificou que tem preços maiores com essa diferença gritante, o nosso presidente determinou a notificação do estabelecimento. Depois dessa análise dos especialistas do Procon a gente vai poder dizer se é abusivo”, disse Elisa Freitas.

Epidemia de dengue faz preço do repelente variar até 176% no RJ — Foto: Reprodução TV Globo

Ainda de acordo com o Procon, até farmácias da mesma rede podem apresentar diferenças consideráveis de preços, dentro de uma mesma região.

Epidemia de Dengue

O estado do Rio de Janeiro vem enfrentando uma epidemia de Dengue, com mais de 82 mil casos e 14 mortes. Para combater o mosquito, o repelente é arma importante.

O uso de repelentes é recomendado pelo Ministério da Saúde, como uma das medidas de proteção contra o mosquito da Dengue.

“Entendemos que esse produto é essencial nesse momento em que foi decretado o estado de emergência de saúde com epidemia da Dengue. O aumento abusivo injustificado viola o código de defesa do consumidor”, disse o presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho.

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