Câmara do Rio aprova por unanimidade projeto que proíbe alimentos ultraprocessados em escolas

Depois de idas e vindas e de quatro longos anos tramitando na Câmara Municipal do Rio, o projeto de Lei que proíbe a venda ou oferta de alimentos ultraprocessados em escolas públicas e privadas da cidade foi aprovado, ontem, com 30 votos a favor e nenhum contra. Dos 46 vereadores presentes na sessão, no entanto, 16 optaram por não votar, mas isso não alterou o resultado final, já que o projeto precisava apenas de maioria simples na Casa — o que corresponde a 26 parlamentares — para passar em segunda votação. O texto agora segue para sanção do prefeito Eduardo Paes.

— Esse não é um projeto de lei de iniciativa individual. Mas a iniciativa individual só propiciou que a discussão se desse amplamente e houvesse uma aprovação coletiva. Ganha a Câmara, ganham os vereadores, ganham as crianças e ganha o Rio de Janeiro — disse Cesar Maia (PSDB), que apresentou o projeto original, em 2019.

A versão aprovada não é a mesma que foi protocolada originalmente por Maia, e que teve a adesão de outros 14 parlamentares como coautores. Após muita discussão na Câmara, o texto original chegou a receber dez emendas, algumas das quais, segundo especialistas, anulavam por completo os objetivos da Lei. Entre elas, havia uma que retirava a palavra “ultraprocessado” do texto. Outra, trocava a proibição por uma recomendação de que fossem “priorizadas a venda e a distribuição de alimentos orgânicos”.

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