Acusados de atirar em músico do Ultraje a Rigor vão a júri popular

A Justiça do Rio decidiu que os três acusados pela tentativa de homicídio contra o baixista da banda Ultraje a Rigor, Rinaldo Oliveira Amaral, mais conhecido como Mingau, serão levados a júri popular. João Vitor da Silva Coelho, Pablo William da Silva Mostarda e Ray Limeira Belchior são apontados como os autores do ataque contra o músico, ocorrido em setembro de 2023. Eles seguem presos enquanto aguardam o julgamento.

Um quarto investigado, Lorran Nascimento Moraes, foi excluído do processo, que tramita na Vara Única da Comarca de Paraty. A ação corre em segredo de justiça e ainda não há data definida para o júri.

O baixista foi atingido por um tiro na cabeça enquanto passava pelo bairro da Ilha das Cobras, em Paraty, na Costa Verde do Rio, no dia 2 de setembro de 2023, algumas horas antes do seu aniversário. Em depoimento à Polícia Civil, o amigo do músico que estava com ele dentro o carro contou que Mingau havia acabado de sacar dinheiro e estavam a caminho de um restaurante. O delegado responsável pelo caso disse na ocasião que a área onde o baixista foi baleado é dominada pelo tráfico de drogas e que o bando pode ter confundido o carro do músico.

Baixista passou por cirurgias e internações

Em março, o vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger Moreira falou sobre o estado de saúde de Rinaldo e disse que ele “não reage” e se recupera de maneira lenta. “Ele não reage. Ele está no hospital e, às vezes, vai para a UTI, porque as coisas não funcionam. Ele come por sonda, precisa fazer terapia muscular, mas não mexe, não reconhece as pessoas, não fala. É um caso muito triste. Eu não vejo um prognóstico muito bom”, afirmou Roger em entrevista ao podcast “RedCast”.
“O estado de saúde dele é estável, mas às vezes ele pega uma infecção, sai da UTI, fica estável, aí dá problema no intestino e volta. Ele é muito forte, está resistindo, mas não há muito progresso, que é o que gostaríamos de ver”, lamentou.

O cantor também comentou as expectativas dos médicos em relação à recuperação do baixista. “Desde o começo, os médicos falam que o cérebro é imprevisível, é um pouquinho de cada vez. Então, na verdade, sempre há uma esperança, mas é pequena, infelizmente”.

O músico tem se recuperado em uma clínica de realibilitação. “Ele fica deitado, faz exercícios, as pessoas dão banho nele. Ele tem uma cadeira de rodas, mas ele não se mexe. É uma situação muito triste e que não muda muito… Ele às vezes se diverte com alguma coisa, ri, chora. Os amigos vão, mas ele não sabe quem é. A gente nem sabe o que ele pensa, porque ele não fala”.

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