— Provavelmente o fator mais diferencial é a menopausa porque no caso da mulher há uma interrupção drástica da secreção dos hormônios ovarianos e isso tem uma repercussão importante no curto, médio e longo prazo que podem condicionar o envelhecimento feminino. No caso dos homens, se houver uma diminuição nos níveis de andrógenos, ela é gradual e seu impacto e consequências são muito diferentes — afirma Manuel Tena-Sempere, professor de Fisiologia da Universidade de Córdoba, na Espanha.
O estudo dinamarquês aponta ainda que nem todos os tecidos envelhecem da mesma forma, aspecto confirmado pelo estudo espanhol publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society B. Esta investigação centrou-se nos telómeros (extremidades dos cromossomos) cujo encurtamento é um marcador do envelhecimento biológico.
— Os telômeros não são codificadores, mas são muito importantes quando as células se dividem. Encurtam-se ao longo da vida, mas também em resposta ao estresse, pelo que não são marcadores da idade cronológica, mas da biológica — explica Burraco.
O estudo espanhol foi feito em cinco tecidos diferentes de uma espécie de rã (Xenopus laevis) porque sua metamorfose, desde o embrião até as fases larval e adulta, permite observar mudanças muito rápidas.
— Podemos ver como essas mudanças de desenvolvimento afetam diferentes órgãos, como os animais que crescem mais rápido têm telômeros mais curtos — pontua o pesquisador.
O encurtamento dos telômeros ocorre durante a divisão celular.
— Toda vez que se dividem, não conseguem replicar as sequências originais e são encurtados — explica Burraco.
É um processo semelhante ao de uma cópia de uma cópia de um original. No caminho para a reprodução, os dados são perdidos:
— A proteína responsável pela replicação dos telômeros, a telomerase, não é capaz de completar o processo todo.
O outro fator é o estresse sobre o órgão durante o seu desenvolvimento. Por exemplo, explica o cientista, “os radicais livres que são oxidantes atingem o DNA e o quebram”.
— Provavelmente o fator mais diferencial é a menopausa porque no caso da mulher há uma interrupção drástica da secreção dos hormônios ovarianos e isso tem uma repercussão importante no curto, médio e longo prazo que podem condicionar o envelhecimento feminino. No caso dos homens, se houver uma diminuição nos níveis de andrógenos, ela é gradual e seu impacto e consequências são muito diferentes — afirma Manuel Tena-Sempere, professor de Fisiologia da Universidade de Córdoba, na Espanha.
O estudo dinamarquês aponta ainda que nem todos os tecidos envelhecem da mesma forma, aspecto confirmado pelo estudo espanhol publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society B. Esta investigação centrou-se nos telómeros (extremidades dos cromossomos) cujo encurtamento é um marcador do envelhecimento biológico.
— Os telômeros não são codificadores, mas são muito importantes quando as células se dividem. Encurtam-se ao longo da vida, mas também em resposta ao estresse, pelo que não são marcadores da idade cronológica, mas da biológica — explica Burraco.
O estudo espanhol foi feito em cinco tecidos diferentes de uma espécie de rã (Xenopus laevis) porque sua metamorfose, desde o embrião até as fases larval e adulta, permite observar mudanças muito rápidas.
— Podemos ver como essas mudanças de desenvolvimento afetam diferentes órgãos, como os animais que crescem mais rápido têm telômeros mais curtos — pontua o pesquisador.
O encurtamento dos telômeros ocorre durante a divisão celular.
— Toda vez que se dividem, não conseguem replicar as sequências originais e são encurtados — explica Burraco.
É um processo semelhante ao de uma cópia de uma cópia de um original. No caminho para a reprodução, os dados são perdidos:
— A proteína responsável pela replicação dos telômeros, a telomerase, não é capaz de completar o processo todo.
O outro fator é o estresse sobre o órgão durante o seu desenvolvimento. Por exemplo, explica o cientista, “os radicais livres que são oxidantes atingem o DNA e o quebram”.
A identificação desses processos abre caminho para neles intervir. Há possibilidade de ação direta nos telômeros, graças às técnicas de edição de genes. No entanto, o pesquisador é cauteloso:
— Acho que seria possível, mas o problema é encontrar o equilíbrio porque (usar a edição de genes) poderia prolongar a vida, mas também causar muitos problemas. Você tem que entender até onde pode ir, produzir uma reprodução descontrolada de células pode acabar gerando câncer, por exemplo.
Mas é com essa linha que ele quer continuar a pesquisa: analisar como o aumento da atividade da telomerase ou a redução do estresse oxidativo afeta a dinâmica do envelhecimento.
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